UMA ESCOLHA PELA CONSCIÊNCIA DE PAZ

“Como mulher, mãe, avó e bisavó, a minha escolha é pela paz, pela vida, pelo respeito à todas as vidas.

Neste momento, envio esta mensagem a todos que puderem me ouvir, aos brasileiros e brasileiras, em particular.

Estamos diante de um cenário desafiador. Que desafia a harmonia interior das pessoas, suas crenças e convicções, sua estabilidade física, emocional, mental, tanto no plano pessoal, como social. Estamos diante de ameaças e contrainformações. Nos meios de comunicação já não se tem controle sobre a verdade do que é noticiado. O nível está muito baixo e obscuro.  As pessoas simples estão confusas, acreditando em falsas notícias, em falsas soluções, amedrontadas, desorientadas.

Neste momento somos desafiados a fazer uma escolha. e esta escolha definirá o futuro da nossa nação e do nosso povo. De nossas crianças, da nossa natureza. Precisamos estar bem conscientes. Não podemos agir sob pressão, nem por um impulso. Precisamos meditar seriamente, em nosso interior, lá dentro do templo interno do nosso coração. Nós queremos armas?  Nós queremos tortura? Nós queremos desigualdade, perseguição racial? Ou nós queremos paz? Ou nós queremos liberdade? Será possível que as armas, a tortura, a brutalidade, podem servir para nos trazer paz? Acho que a História já nos provou que não. Quanto mais armas, mais sofrimento, mais ódio, mais vingança, mais inconsequência. Porquê vamos acreditar na ilusão de que uma arma nos confere poder, quando podemos acreditar no poder do amor e da fraternidade?

 

Vovó Maria Alice Freire

Vovó Maria Alice Freire

 

Seja qual for o caminho espiritual que escolhemos seguir, nele aprendemos que somos todos a semelhança de um mesmo Criador. Que a luz que brilha em mim também brilha em cada ser da Criação. E é para que esta luz brilhe em todos nós, que temos a liberdade.

A liberdade nos ensina a responsabilidade da nossa escolha. Se somos livres e escolhemos mal, colheremos o fruto desta ação. Se escolhemos as armas, um dia seremos atingidos por elas. Se escolhermos a destruição da Amazônia, seremos responsáveis pela estiagem em todo o planeta, e pela extinção de milhares de espécies vegetais de alto poder medicinal. Se escolhermos retirar o direito dos povos indígenas às suas terras, estaremos aniquilando os guardiões da vida e das riquezas naturais do nosso planeta e, mais ainda, estaremos desmerecendo a nossa raiz, a nossa ancestralidade.

Quando a nossa escolha afeta o coletivo, então a nossa responsabilidade é ainda maior. E é diante deste tipo de escolha que estamos sendo confrontados neste momento. Precisamos de calma, de maturidade. Se agirmos por impulso, podemos falhar. Se escolhermos a neutralidade, estaremos nos enganando a nós mesmos. Pois a neutralidade não existe agora. Ela fortalece um lado da escolha coletiva.

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Agora a nossa escolha parece política, mas não é somente isto. É uma escolha mais profunda e decisiva. Vamos escolher sermos humanos ou contra humanos? Se somos humanos, precisamos abraçar nossa diversidade, os que são mais parecidos e os que são mais diferentes de nós. Todos têm o mesmo direito. Por isto, se a nossa escolha afeta o direito do outro, nosso direito também será afetado.

O tempo nos coloca agora diante de uma grande oportunidade de desenvolver em nós a consciência. Agir com consciência. Não reagir. Não agir por impulso, nem por pressão.

A minha consciência de mãe, de avó, de bisavó, me ensina a agir com amor. Com amor e respeito. Somos diferentes, mas em todos nós existe um anseio pelo bem, um anseio de paz. Às vezes, as decepções que passamos na vida criam calos em nosso sentimento, criam implicâncias. Ficamos rígidos e desconectados do anseio original do nosso coração. Mas, se tivermos uma calma, e aprofundarmos o anseio da criança que habita em cada um de nós, com certeza vamos encontrar a escolha pela paz, pela felicidade, pela liberdade, pela beleza da natureza.

Eu convido a todos que se unam agora, em torno desta grande aliança pelo bem, pela fraternidade, pelo respeito às nossas vidas com todas as suas diferenças, pelo amor.

E  QUE TUDO ISTO SEJA O AMADURECIMENTO DA NOSSA CONSCIÊNCIA DE PAZ!!!”

Vovó Maria Alice Campos Freire

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