Se queremos ver mudanças, primeiro de tudo, precisamos estar em paz com nós mesmos. E então precisamos ser pacientes com aqueles que ainda não chegaram nesse lugar de paz. “

 Margaret Behan-Cheyenne, Montana Arapaho

A avó Margaret Behan é a quinta geração dos sobreviventes do massacre de Sand Creek. Ela nasceu no clã Beaver Cheyenne pelo lado de sua mãe, e no rabbit lodge pelo lado de seu pai Cheyenne Arapaho. Os pais de Margaret eram trabalhadores imigrantes, por isso que ela e seus sete irmãos mais velhos foram criados por seus avós. “Meus pais não puderam estar lá para mim”, recorda a avó Margaret …

 “Mas na nossa cultura não temos tias e tios. Temos um monte de mães e pais, então eu tive pais por perto, apesar de meus próprios pais muitas vezes precisarem estar ausentes.”

 A vida da avó Margaret não foi fácil. Ela começou a beber em idade precoce, porque ela queria se enturmar com os amigos. Mais tarde ela se tornou uma esposa com três filhos. Depois que sua mãe morreu, a vida da avó Margaret desmoronou. Ela foi em uma cerimônia do peiote e pediu para ficar sóbria. Logo depois, ela começou a conhecer pessoas sóbrias e soube que a cerimônia estava atuando em sua vida. Ela então foi para um centro de tratamento. Ela aprendeu que tornar-se sóbria é um processo longo e doloroso. Ela também aprendeu sobre si mesma, seu entendimento sobre o Espírito, e sobre as cerimônias. Ela aparou as arestas soltas de sua vida ao concretizar seu divórcio e fortalecer a relação com seus filhos.

 A avó Margaret mudou-se para Montana. Ela abriu uma banca para vender tacos, e várias pessoas vieram ajudá-la. Logo pessoas espiritualizadas, que geralmente não aparecem muito e nunca falam com pessoas comuns, começaram a estar com ela e apresentá-la aos seus mundos. “Eu sabia que estava tendo uma introdução”, diz ela. “Eu lutei por três anos, mas por outro lado, eu estava conhecendo este outro belo mundo de meu povo Cheyenne.”

 Durante esse tempo, a avó Margaret aprendeu sobre psicodrama e como este é semelhante às cerimônias e às tradições. Tornou-se uma ferramenta importante em seu trabalho de cura do trauma e do abuso de substâncias.

 Hoje a avó Margaret apresenta programas sobre trauma e abuso de substâncias em todo o país. Ela é escritora, poetisa, dramaturga, artista e uma dançarina da tradição Cheyenne.

A avó Margaret se apresentou ao Conselho das avós cantando a música daTartaruga, uma canção ensinada a ela por sua avó. Suas aspirações para o Conselho é ver todos livres de privações, e libertar seu povo do abuso do álcool e dependência de drogas.