De 21 a 24 de outubro de 2011, Brasília foi palco de um encontro que valorizou a diversidade cultural e espiritual do Brasil e do mundo: a “Voz das Avós – No Fluir das Águas”.

A Voz das Avós reuniu expressões tradicionais de vários países do mundo e das diversas tradições que formam a identidade do Brasil.  Este encontro teve como objetivo promover o diálogo intercultural e inter-geracional, apoiar a valorização dos conhecimentos tradicionais e o fortalecimento da paz planetária.

No Encontro do Brasil foram convidadas avós brasileiras de diversas tradições e saberes com vistas a valorizar e fortalecer o papel das avós na manutenção e transmissão das culturas tradicionais e no cuidado com o planeta. Também foram convidadas personalidades brasileiras e latinoamericanas que enriqueceram as conversas sobre os temas relacionados à salvaguarda dos saberes ancestrais, à preservação ambiental e a tantos outros assuntos que emergiram. A Água foi escolhida como o tema central do encontro, considerando-se seu valor nas culturas tradicionais e o desafio atual da humanidade em relação à sua conservação. O evento “A Voz das Avós: no fluir das águas” buscou criar espaços de diálogo e chamar a atenção sobre a importância das tradições dos povos originários e a figura das anciãs como guardiãs destes legados. A reunião de expressões culturais e espirituais de diversos países do mundo e de várias regiões do Brasil proporcionou a troca e a valorização desses saberes. Assim, “A Voz das Avós” compôs reflexões que ultrapassaram o âmbito do evento e geraram subsídios para inspirar ações futuras no contexto nacional.

A programação do evento foi inpirada pelas diferentes temporalidades: o Ontem, o Hoje, o Amanhãe o Novo Tempo. As atividades do Encontro intercalaram cerimônias e preces com mesas de conversa.

O significado profundo das heranças marcou o primeiro dia do Encontro, com reverência e valorização pelo “ontem”, pela ancestralidade que nos conduz ao presente.

segundo dia foi marcado pelas percepções e inquietudes da atualidade, do “hoje”. Como os povos tradicionais estão vivenciando este momento crítico do planeta? foi a questão norteadora do diálogo. A visão das anciãs guardiãs do conhecimento tradicional foi, por vezes, complementada com as percepções dos convidados.

O ”amanhã”, terceiro dia, símbolizado pela semente, abriu caminho para a apresentação de projetos inovadores e intergeracionais que estão espalhados pelo Brasil. Experiências que nos inspiram a construir um mundo melhor e que conjugam diferentes dimensões da Vida (cultural, social, espiritual, econômica, ecológica).

quarto dia representou um Novo Tempo – transformando preces em ação! Buscou refletir, sonhar e vivenciar a construção do tempo que se quer viver. Foi um momento de partilhas, de conversas entre avós, de reconhecimento dos aprendizados, de inspiração e construção de compromissos do público sobre sua ação no mundo e sobre a continuidade do movimento das avós. Ao final da tarde foi realizada uma prece pela paz no centro de poder da capital da República.